20/ago/2013
Ter ossos saudáveis vai muito além de uma ingestão de quantidades adequadas de cálcio. Por mais que o mineral seja o principal componente do esqueleto humano, ele sozinho não é capaz de garantir uma constituição sólida para seus ossos. É preciso levar em conta que as funções fundamentais do organismo se realizam através de uma combinação de diferentes fatores.
Para que o cálcio que obtemos dos derivados do leite e de alimentos como soja, sardinha, laranja e feijão seja devidamente absorvido no sistema digestivo, é necessário uma dieta de carboidratos que seja compatível com o esforço físico realizado, normalmente compondo-se em torno de 65% da dieta, uma vez que as dietas cetônicas (aquelas em que o consumo de carboidratos é reduzido em relação ao estresse muscular e físico de um modo geral) atrapalham a absorção de magnésio e do cálcio.
É também necessário uma ingestão adequada de alimentos ricos em vitamina D aliados à exposição da pele à luz do sol, sem filtro solar, sendo 30 minutos antes das 10h ou após às 16h o suficiente para suprir essa necessidade.
Além de cálcio e vitamina D, é bom prestar atenção na sua dose diária de alimentos ricos em antioxidantes. Os radicais livres, famosos por promoverem o envelhecimento, também atacam com o tempo a composição dos nossos ossos. Para combate-los, coma frutas e legumes laranjas, vermelhos e verde-escuros, ricos em antioxidantes e nutrientes que vão beneficiar seus ossos. Mesmo assim, pelo menos uma vez por ano você deverá receber uma suplementação adequada com Vitamina D.
Os nutrientes já são de grande ajuda, mas a prática de atividade física adequada é fundamental para um esqueleto saudável. Todo exercício ajuda, mas os exercícios de impacto e a musculação são dos mais eficientes nesse caso. Se por alguma razão a musculação não for uma opção, caminhadas longas, rápidas e regulares também são de grande ajuda.
Por fim, é indispensável manter um acompanhamento médico. E atenção: por mais que a osteoporose seja mais recorrente em mulheres, a doença atinge até um entre cada dez homens depois dos 50 anos. E não adianta deixar para se preocupar com isso só quando a idade chegar.
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