27/jan/2014
Blueberry, açaí, romã, chia…É provável que você já tenha ouvido falar das “superfoods”. Supostamente, esses superalimentos seriam fontes de grandes quantidades de micronutrientes necessários ao funcionamento do organismo. Soma-se a isso todo um leque de vantagens que seu consumo poderia trazer para a saúde, desde a blindagem do seu sistema imunológico até melhoras na sua memória e em certas capacidades cognitivas.
Por mais badalados que os superalimentos sejam com as pessoas antenadas em dietas e regimes, profissionais da área da saúde se mostram bem mais céticos quanto aos supostos benefícios que eles poderiam trazer.
O professor Jeremy Spencer, da Universidade de Reading, no Reino Unido, acredita que alguns dos benefícios específicos para a saúde alardeados pelos defensores das superfoods são, no mínimo, insustentáveis.
“Não apenas é completamente enganoso dividir um alimento em seus componentes e estudar cada um isoladamente como também é impossível prever as reações de metabolismos individuais a alimentos específicos”, afirmou o professor Spencer em entrevista ao jornal britânico The Guardian. “O alimento pode ser muito diferente da soma de suas partes e é impossível dizer se cada pessoa terá o mesmo resultado fisiológico a partir do seu consumo.”
Outros especialistas em dieta humana concordam com as afirmações do professor Spencer. Catherine Collins, nutricionista chefe do St. George’s Hospital, em Londres, admite ter problemas com a noção do consumo indiscriminado de alimentos ricos em determinados micronutrientes.
“Se nossos corpos tem um suprimento de nutrientes em excesso e não podem estocá-los, eles serão basicamente desperdiçados ou, mais preocupante, se certos nutrientes não forem excretados em níveis suficientes, eles podem causar sérios danos celulares. Sobrecarregar nossos corpos não é saudável ou natural”.
A solução, defende Collins, é ter uma dieta balanceada, variada e com o mínimo possível de alimentos processados. “As pessoas não devem sair por aí caçando ‘superalimentos’, mas elas devem buscar uma ‘dieta super’”, defendeu a nutricionista.
Para mais informações, leia a matéria completa no site do The Guardian.
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