17/fev/2014
A pouco menos de 4 meses do início da Copa do Mundo da Fifa no Brasil, alguns dos nossos principais craques lutam para se recuperar de lesões ou contusões. Principais referências no ataque da seleção canarinha, Fred e Neymar batalham contra problemas musculares e de articulação para que possam voltar a competir o mais rápido possível e garantir suas vagas na equipe do técnico Felipão. Mesmo com todo apoio que a medicina esportiva pode oferecer, lesões musculares são extremamente comuns e outros jogadores já passaram por situações semelhantes.
Em 2001, o Dr. Alexandre Cosendey foi solicitado pela CBF para avaliar as condições do jogador Ronaldo Nazário para ir a Copa de 2002, já que estavam ocorrendo lesões consecutivas em seu joelho. O bioquímico identificou uma série desequilíbrios orgânicos que estavam contribuindo para as lesões, propôs as correções e concluiu pela viabilidade de sua ida à competição. Felizmente, nosso craque seguiu as recomendações dos diversos profissionais que o assistiram naquele momento, e contribuiu, de forma decisiva, para trazer a Taça mais uma vez para os brasileiros, tornando-se o maior artilheiro da Copa do Mundo FIFA.
Mas por que, afinal, as contusões acontecem?
Quando qualquer pessoa, atleta ou não atleta, realiza exercícios extenuantes e seu organismo não está recebendo todos os micro e macronutrientes (vitaminas e minerais específicos e glicose, proteínas e gorduras nos percentuais corretos) nas quantidades proporcionais ao esforço físico realizado (índice de estresse muscular), o cérebro dispara um sistema de alerta para salvar as estruturas mais nobres do corpo, como ele próprio e o coração.
Os responsáveis por essa função de emergência são duas glândulas: o hipotálamo e a hipófise. Elas comandam uma série de alterações bioquímicas, entre elas, as reações que retiram proteínas dos músculos para quebrá-las em aminoácidos e transformá-los na glicose que finalmente irá atender o cérebro e o coração, por exemplo.
Quando as proteínas são retiradas dos músculos, elas desencadeiam um processo de lesão de células musculares. E não adianta dar proteínas e/ou aminoácidos para a pessoa lesionada ingerir, porque eles serão absorvidos pelo intestino enquanto que o processo desencadeado pelo hipotálamo e pela hipófise, que se chama gliconeogênese, faz com que nosso sistema bioquímico retire as proteínas diretamente dos músculos, ignorando aquelas absorvidas pelo sistema digestivo.
Quem entendeu isso muito bem foi a própria seleção brasileira de futebol, que fez uso do Perfil Metabólico do Dr. Cosendey na sua preparação para as Copas do Mundo FIFA de 1990 e 1994, ocasião da conquista do tetracampeonato da competição. O mais sábio é conhecer como o seu organismo está reagindo ao seu treinamento físico e suplementá-lo adequadamente (informado por um sistema que enxerga todos os processos envolvidos no fortalecimento muscular) para que não ocorram as lesões e principalmente, para ajudar a maximizar o aumento da performance.