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03/abr/2013

Análise de um campeão

Os detalhes da preparação de Alexandre Ribeiro
Por Dr. Alexandre Cosendey

A Monitoração Bioquímica-Hematológica do Condicionamento Físico é um sistema de análises sanguíneas desenvolvido em 24 anos de pesquisas, aplicada com sucesso em mais de 2000 pacientes. Eu criei este método sob a necessidade de melhorar a performance de pilotos de caça combatentes da Força Aérea Brasileira, descobriu uma maneira de interpretar o sofrimento celular com a ajuda de um software de rede neural de retroproprapação capaz de tornar-se cada vez mais preciso matematicamente, com a alimentação de informações. Tal conhecimento por tamanha precisão fora adaptado para performance humana de maneira global atuando assim como um grande instrumento de equilíbrio orgânico podendo ser direcionado a necessidade de vida atual de atletas, empresários e pessoas que buscam saúde.

Alexandre Ribeiro foi apresentado ao Dr. Alexandre Cosendey pelo professor de educação física e treinador renomado de atletismo Jorge de Augustini (o Filé), no final do ano de 2000, ano no qual foi criada a marca “Bioquímica do Esporte”. Em janeiro de 2001, Alexandre Ribeiro fazia seu primeiro estudo de “Monitoração Bioquímica-Hematológica do Condicionamento Físico” e, daí por diante, continuou a monitorar-se sempre com o objetivo de melhor compreender o funcionamento do seu corpo, que era levado a limites extremos.

Os estudos lhe assessoravam não só com respostas do que ocorria com seu organismo nos treinos, mas principalmente com orientações importantíssimas para aumentar sua performance e reduzir possibilidades de danos celulares, musculares (esquelético e cardíaco), ósseos e de vários outros órgãos envolvidos na produção de energia e na sua recuperação no pós-treino.

Confira abaixo a consultoria técnica da leitura dos gráficos que compõem o último Perfil Metabólico, realizado antes da conquista do pentacampeonato mundial do Ultraman, de Alexandre Ribeiro.

O perfil metabólico mostra as principais alterações detectadas, ao mesmo tempo em que explica como elas estão influenciando na redução da performance em geral. Paralelamente, fornecendo orientação para o tratamento, no sentido do equilíbrio orgânico.

1) O fornecimento e/ou absorção dos macronutrientes (açúcares, gorduras, e proteínas) está adequado aos gastos metabólicos do atleta. O índice de triglicerídeos no limite inferior da faixa recomendada para o caso representa um reduzido fornecimento e/ou absorção de carboidratos durante os treinos.

2) O grau de hidratação no limite inferior da faixa recomendada para este caso poderá contribuir para a redução da performance. Indicamos melhora na hidratação, principalmente em torno dos exercícios (gráfico 1)

3) O estresse cardíaco mostrou-se no limite superior da faixa recomendada para o caso de Alexandre. Fazendo parte do nosso protocolo a solicitação, por parte do médico, de uma eco cardiografia Doppler. O nosso índice de estresse cardíaco mede sofrimento nas células que compõem o miocárdio. Muitas vezes, treinamentos fortes para condicionamentos cardiovasculares podem elevar este índice (gráfico 1).

4) O índice de estresse muscular no limite superior da faixa recomendada para o caso do triatleta (gráfico 1), em um momento de treinamento ainda fraco, reflete o sofrimento elevado nas células da musculatura estriada esquelética, devido à falta de vários micronutrientes. Esses micronutrientes serão fornecidos nas cápsulas da prescrição médica. Sugerindo pouco aumento das cargas de trabalho antes da primeira semana de tratamento com as fórmulas.

5) O índice de ferro no limite superior da faixa recomendada para o caso em foco (gráfico 1) mostra não estar havendo um bom aproveitamento do ferro do seu organismo devido, principalmente, à deficiência de vitamina B6. A correção virá com uso das fórmulas prescritas. A não correção faz com que o ferro se acumule podendo produzir lesão hepática.

6) O índice de cálcio no limite superior da faixa recomendada para o caso de Alexandre Ribeiro (gráfico 1) deve-se à reduzida absorção de magnésio proporcionada pela discreta disbiose (alteração na flora bacteriana intestinal que prejudica o funcionamento das células que absorvem os nutrientes e que produzem diversas substâncias para o equilíbrio do humor) e pela falta relativa de cromo e ainda, glicose intracelular durante os treinos, causando uma moderada cetose (grande concentração de componentes químicos como a acetona e outros derivados como os corpos cetônicos os quais produzem diversos desequilíbrios orgânicos).

7) A presença das alterações bioquímicas e celulares compatíveis com a deficiência de ácido fólico, vitamina B12, vitamina B6, vitamina C e vitamina D revela que os seus processo metabólicos carecem dessas vitaminas. Sendo assim, elas serão fornecidas nas cápsulas, com base na quantidade das deficiências, do peso corporal e da intensidade do efeito fisiológico desejado.

8) As alteações leucocitárias (células de defesa do corpo) compatíveis com a presença da carga viral acontece, principalmente, devido ao índice de cortisol elevado, que por sua vez reflete estresse excessivo, produzido pelas sobrecargas em um organismo que apresenta deficiências. O cortisol (hormônio do estresse) degradando o corpo para salvar estruturas mais nobres do cérebro. Ele ativa a produção da glicose degradando proteínas do músculo. Seus níveis elevados por muito tempo podem produzir fadiga das glândulas adrenais. Em níveis elevados, este hormônio deprime a defesa e, assim, os microrganismos oportunistas se instalam. Essa detecção é muito sensível e subclínica (não aparecem sinais, nem sintomas), por isso o reequilíbrio orgânico poderá ajudar na erradicação desse foco pelo organismo do atleta.

9) Todos os micronutrientes que apresentarão deficiências estarão sendo fornecidos nas cápsulas da prescrição médica. Suas quantiades foram calculadas com base no peso e necessidades fisiológicas de Alexandre, mostradas em seu Perfil Metabólico.

Todos esses novos conceitos e estudos foram fornecidos constantemente ao Alexandre Ribeiro, foram incorporados por ele aos seus conhecimentos, permitindo-o que elaborasse valiosos ajustes e adequações nutricionais e de treinamento com base no seu próprio organismo e sem “achismos”, o que é mais importante.

Com esse trabalho contínuo, Alexandre pode aumentar sua vida útil como atleta, reduzindo a incidência de lesões e maximizando seu desempenho. Ao pentacampeão mundial do Ultraman, não basta só muita garra, é preciso também disciplina e principalmente conhecimento para saber decidir acertadamente.

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